Bagagem

Bagagem

Autor: Adélia Prado
Conteúdo do livro
CÓDIGO DA OBRA9788501922748
Sinopse

Quase 50 anos após o lançamento, Bagagem, livro de estreia de Adélia Prado, retorna com nova capa para celebrar esta grande escritora da literatura brasileira, vencedora dos prêmios Camões e Machado de Assis.

Poucos autores brasileiros tiveram uma estreia tão festejada quanto Adélia Prado ao lançar Bagagem, seu primeiro livro de poemas, em 1976. Basta lembrar que a coletânea foi efusivamente saudada por Carlos Drummond de Andrade, que escreveu sobre os poemas da conterrânea mineira antes mesmo da publicação em livro, dando início a uma relação de admiração mútua.

Bagagem traz textos carregados de emoções que, para Adélia, são inseparáveis da criação, embora frequentemente nasçam do sofrimento. Ancorado na experiência da autora, o livro traz um sem-número de referências, que vão de Guimarães Rosa à Bíblia (“Tudo é Bíblias. Tudo é Grande Sertão”), do teatro à filosofia (“Muito maior que a morte é a vida”). A religiosidade também permeia muitos dos poemas, refletindo a realidade da vida no interior do Brasil. Em diversas ocasiões, Adélia expõe o confronto entre o sagrado e o profano, observados nas pequenas coisas da natureza ou até na leitura de um texto religioso.

O estilo único dos poemas não reflete apenas a lenta maturação de uma obra idealizada ao longo de quatro décadas (Adélia tinha 40 anos quando publicou seu livro de estreia); ele revela uma poeta com autocrítica, cultivada pacientemente, e disposta a correr riscos. Essa estreia tardia revela um equilíbrio raro: frescor e maturidade, ousadia e respeito, desinibição e humildade.

Agora, a tempo de comemorar os prêmios Camões e Machado de Assis, conquistados pela autora em 2024, Bagagem retorna aos leitores com nova capa, assinada pelo premiado designer Leonardo Iaccarino, sobre a obra Um segundo rio corre neste que todo mundo vê (2021), da artista plástica Manoela Monteiro.

“Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo: esta é a lei, não dos homens, mas de Deus.” – Carlos Drummond de Andrade

“Adélia é uma poeta da linguagem escrita. Mas escrita ditada pelos ritmos da voz, longamente cultivada na liturgia, na conversa da cidade de interior, na memória familiar, nas canções populares e na declamação dos poemas. A sua concepção poética converge para o verbo.” – Augusto Massi

ISBN978-850-192-274-8
Tradutor
Altura205 mm
Largura135 mm
Profundidade13 mm
Lançamento27/01/2025
Páginas160
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Conteúdo do livro
CÓDIGO DA OBRA9788501922748
Sobre o autor

Adélia Prado

Adélia Prado nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, em 1935, onde reside até hoje. Sua formação é em Magistério e Filosofia. Em 1976, publicou Bagagem. O ano de 1978 marca o lançamento de O coração disparado, que é agraciado com o Prêmio Jabuti. Estreia em prosa no ano seguinte, com Solte os cachorros, e logo depois publica Cacos para um vitral. Em 1981, lança Terra de Santa Cruz. Os componentes da banda é publicado em 1984 e, a seguir, O pelicano e A faca no peito. A obra poética de Adélia Prado foi encenada no teatro no emocionante monólogo Dona Doida: um interlúdio. Sucesso de público e crítica, a montagem protagonizada por Fernanda Montenegro no fim da década de 1980 percorreu várias cidades do Brasil e alguns países. Em 1991, é publicada sua Poesia reunida. Em 1994, após anos de silêncio poético, ressurge com o livro O homem da mão seca. Em 1999, são lançados Manuscritos de Felipa, Oráculos de maio e sua Prosa reunida. Em agosto de 2000, pelo selo Karmim, grava o CD O tom de Adélia Prado, em que lê poemas do livro Oráculos de maio. Em novembro de 2001, lança Filandras, volume com 43 crônicas, e, em 2005, Quero minha mãe. Quando eu era pequena marca sua estreia na literatura infantil, em 2006, seguido em 2011 pelo novo infantil Carmela vai à escola. Em 2013, voltou à poesia com Miserere, e em 2015 foi lançada em edição especial de capa dura a sua Poesia reunida.

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