A semana de quatro dias, a acumulação de capital e mais

8/03/2021 152 visualizações

A semana de quatro dias, do Andrew Barnes e Stephanie Jones

A semana de 4 dias (BestSeller, 252 págs, R$ 39,90) é uma ferramenta valiosa capaz de proporcionar o melhor de todos os mundos. Produtividade otimizada, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, maiores recompensas para o funcionário são alguns dos benefícios. E, a longo prazo, uma solução para as desigualdades econômicas estruturais, como disparidade salarial motivada pelo gênero e pela falta de diversidade em empresas e na política. Um misto de análise detalhada, observação pessoal e conselhos aplicáveis. Um guia essencial para aqueles que buscam fazer a diferença no mercado de trabalho e transformá-lo em um lugar melhor e mais saudável. O objetivo é encontrar uma nova maneira de otimizar a produtividade de sua empresa sem reduzir salários ou quadro de funcionários, o empresário Andrew Barnes decidiu conduzir um inovador experimento: ele pediu que seus funcionários redistribuíssem suas funções dentro de uma “semana de quatro dias”. Durante essa semana deveriam manter o mesmo nível de produtividade e receberiam o mesmo salário, mas teriam uma redução de 20% da carga horária trabalhada. Os resultados dessa experiência foram surpreendentes. Os colaboradores se mostraram mais felizes e saudáveis, mais comprometidos com os aspectos de sua vida pessoal e mais focados e produtivos no local de trabalho.

A acumulação do Capital, da Rosa Luxemburgo

Uma obra importante para entender a sociedade capitalista, A acumulação de capital (Civilização Brasileira, 588 págs, R$ 79,90) é um brilhante estudo sobre a interpretação econômica do imperialismo. Pode, o capital, acumular indefinidamente? A partir dessa inquietação clássica da Economia Política, a cientista, professora e militante marxista Rosa Luxemburgo se lançou a encontrar a resposta. Sua tese defende que, para haver expansão e acumulação, o capitalismo necessitou de seu braço político, o imperialismo. Na obra, com tradução do célebre cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira, Rosa Luxemburgo descreve e formula as condições históricas e sociais que viabilizam a expansão e a acumulação do capital. Tomando por base o imperialismo – com suas políticas violentas, militarizadas, desagregadoras e exploratórias de povos e terras –, bem como o regime financeiro internacional – por meio de empréstimos e especulações –,  Luxemburgo expõe a estrutura capitalista global de acumulação e crescimento.

Penguin Bloom – A pequena ave que salvou uma família, do Cameron Bloom e Bradley Trevor Greive 

Por meio de suas incríveis fotografias e com a ajuda de Bradley Trevor Greive, autor do inspirador Um dia “daqueles”, Cameron Bloom nos presenteia com uma história sobre como compaixão, amizade e laços familiares podem vir de lugares inesperados. Penguin Bloom – A pequena ave que salvou uma família (BestSeller, 216 págs, R$ 49,90) traz a emocionante história da família BloomO fotógrafo Cameron Bloom, sua esposa Sam e os três filhos eram uma típica família feliz — até que uma queda quase fatal deixou Sam paralisada, levando-a a uma profunda depressão. Porém, nos dias mais sombrios da luta de Sam, um novo e inesperado membro entrou para a família: uma pega, ave da família dos corvos, que foi abandonada após cair do ninho, e, mais tarde, ganhou o nome de Penguin Bloom. Os Bloom resgataram Penguin e, em troca, ela os salvou de maneiras que eles não poderiam imaginar. Quando a avezinha ferida se transformou em um pássaro forte e bonito, Sam encontrou alegria e força interior.

Timoneiras – Assumindo o leme da vida com o passar da idade, da Mary Pipher

Timoneiras (Rosa dos Tempos, 266 págs, R$ 54,90) é voltado para mulheres que atingiram a maturidade e desejam estar no caminho autoconsciente de sua própria felicidade no decorrer da vida. Composto de entrevistas, histórias e relatos de mulheres reais que passaram por todos os tipos de desafios em sua travessia, Timoneiras: Assumindo o leme da vida é um convite para a autorreflexão. Alguns temas são um passeio: o amor, o companheirismo, as aventuras, a diversão e a amizade. Outros, são abissais: imposição dos padrões de beleza, o machismo, a solidão do envelhecimento, a doença, a morte e o luto. A autora, Mary Pipher, é psicóloga clínica, antropóloga cultural, mãe, irmã e avó e passou a vida aprendendo que os caminhos impostos pela sociedade às mulheres podem se tornar um peso: a eterna juventude, o casamento, a maternidade, a ansiedade, a depressão, a invisibilidade da velhice, a boa educação, os obstáculos e os atalhos para o que se considera viver bem.

Headhunters, do Jo Nesbø

Headhunters (Record, 238 págs, R$ 49,90) é um thriller excepcional, com um enredo surpreendente, repleto de reviravoltas que prendem o leitor da primeira à última página. Jo Nesbø nos transporta da alta cúpula financeira e industrial norueguesa ao submundo de mercenários e vigaristas, recheado de cenas que transformaram o autor em um dos mais importantes escritores do gênero na atualidade. Roger Brown é o melhor headhunter da Noruega. As maiores empresas do país contam com seu faro na hora de escolher os executivos que ocuparão os cargos de liderança. Roger é casado com uma mulher deslumbrante, dona de uma badalada galeria de arte, e mora em uma mansão construída por um renomado arquiteto. Ele tem a vida perfeita, mas é cada vez mais difícil pagar por ela. E Roger só consegue pagá-la roubando obras de arte e vendendo-nos para o mercado paralelo. Até que surge em seu caminho Clas Greve, um executivo holandês de alto gabarito. Greve é um duplo achado: o candidato perfeito para um cargo altíssimo que, além disso, possui um quadro do pintor flamengo Rubens que se acreditava estar perdido desde a Segunda Guerra Mundial. Se conseguir colocar as mãos em sua presa, Roger finalmente poderá dar fim a seu papel no mercado paralelo da arte e assumir por completo a vida perfeita que sempre sonhou. Mas há outro caçador nesse jogo, e os riscos que Roger corre podem levá-lo para um terrível pesadelo.

Homo biologicus – Como a biologia explica a natureza humana, do Pier Vincenzo Piazza

Homo biologicus (Bertrand Brasil, 364 págs, R$ 69,90) oferece uma nova perspectiva da natureza humana baseada nas descobertas da biologia no último século, que muitas vezes passaram despercebidas porque não parecem relevantes se tomadas isoladamente. Apenas quando elas são conectadas e vistas como um todo, como neste livro, suas implicações revolucionárias são reveladas. Desde o surgimento do Homo sapiens na árvore evolutiva dos grandes primatas e a revolução cognitiva sem paralelo que isso representou há cinquenta mil anos, a capacidade de nossa espécie de entender e modificar o ambiente parece ilimitada. Contudo, o mistério da natureza humana permanece insondável. Aquilo que realmente somos e o que nos move desafiam a racionalidade. Homo biologicus nos permite finalmente entender por que fazemos o que fazemos e encontrar soluções imprevistas para muitos desafios da civilização humana: de extremismos ideológicos à crise energética, das epidemias de obesidade à guerra contra as drogas. Na contramão de todas as expectativas, é a biologia que pode finalmente dar sentido universal à vida e iniciar uma nova conversa sobre o futuro de nossa espécie.

Yoga: Caminho para Deus, do Hermógenes

Yoga: Caminho para Deus (BestSeller, 240 págs, R$ 49,90) é um convite para realizar uma viagem. A maior de todas: uma viagem consciente, voluntária e redentora para dentro do eu. E ali, nesta peregrinação do despertar, nesta viagem de retorno à “casa”, encontrar-se com o Senhor, o Ser Absoluto. Nesse livro, o professor Hermógenes, maior nome do Yoga no Brasil, orienta o leitor a se aproximar do seu Deus pessoal, proporcionando a motivação e a autoconfiança necessárias para uma existência plena e feliz. Partindo dos princípios de yogaterapia como filosofia de vida para apontar um caminho de sabedoria. É dedicado aos que estão a caminho da Verdade, lutando para superar os desafi­os, as fadigas, as quedas, todos os sacrifícios, mas sempre avançando, sempre querendo chegar. Dirigindo-se a todos os yoguins, aqueles que estão em busca da luz plena através do método, prática e experiência viva do Yoga, professor Hermógenes oferece nessa leitura filosofia e poesia de vida para que o leitor descubra a paz de Deus e que não haja mais dúvidas em seu coração.

Amor indomável (Vol. 1 Wild), da Leighton, M.

Em Amor indomável (Verus, 280 págs, R$ 44,90) Camille “Cami” Hines é a filha mimada do criador de puros-sangues Jack Hines. Mesmo às vezes se sentindo um pouco sufocada, Cami está muito feliz com seu namorado, sua vida e seu futuro. Mas isso foi antes de ela conhecer Patrick Henley. “Trick” confunde os limites entre o que Cami quer e o que se espera dela. Ele trabalha na fazenda, e, para o pai de Cami, um relacionamento entre os dois é algo totalmente impensável, absurdo até. Sem mencionar que Trick seria demitido se encostasse um dedo nela. E Trick precisa do emprego. Desesperadamente. Sua família depende dele. Mas como negar os desejos do coração? Cami e Trick sentem uma atração inexplicável e conseguem ficar juntos apesar dos obstáculos. Pelo menos aqueles que eles conhecem. Quando Trick se depara com uma carta deixada pelo seu falecido pai, isso desencadeia uma série de revelações que podem arruinar o que ele e Cami batalharam tanto para conquistar.

Eles em nós – Retórica e antagonismo político no Brasil do século XXI, do Idelber Avelar

Eles em nós (Record, 322 págs, R$ 54,90) é uma tentativa de colocar a análise do discurso a serviço da compreensão da catástrofe política que aconteceu ao Brasil do século XXI. Um estudo da interseção entre o funcionamento da linguagem e os processos políticos que o Brasil tem vivido nesse período, incluindo as manifestações de junho de 2013, a Lava Jato e o bolsonarismo. O livro vai das hipérboles com que o Executivo tem pensado o país ao lexicocídio, o assassinato de palavras, sofrido pelo português brasileiro neste século. Analisa o mascaramento de antagonismos no sistema político e os oximoros com que o pacto lulista os administrou. Discute a conversão de substantivos comuns em nomes próprios nos casos de junho de 2013 e da Lava Jato, e conclui com uma investigação das raízes históricas, antropológicas e discursivas do bolsonarismo na sociedade brasileira.

Sete tipos de ateísmo, do John Gray

Quem quiser entender o ateísmo e a religião precisa deixar de lado a suposição popular de que são opostos. Para toda uma geração, o debate público foi corrompido por um escárnio reducionista e histérico da religião em favor de uma noção vaga do conceito de “ciência”. Neste Sete tipos de ateísmo (Record, 196 págs, R$ 59,90), John Gray descreve o mundo complexo e dinâmico dos ateísmos de outrora, uma tradição que está, de muitas formas, interligada à religião, e é tão rica quanto. Definir o ateísmo é como tentar capturar a diversidade das religiões em uma única fórmula. Gray assim classifica os ateísmos analisados no livro: o “novo ateísmo”, que ataca a religião sem tentar compreendê-la; o humanismo secular; o ateísmo que transforma a ciência em religião (que inclui o humanismo evolucionista, o mesmerismo, o materialismo dialético e o transumanismo contemporâneo); as religiões políticas modernas, do jacobinismo ao liberalismo evangélico contemporâneo, passando pelo comunismo e o nazismo; o ateísmo dos que odeiam Deus, como o marquês de Sade; os ateísmos que rejeitam a ideia de um deus criador sem qualquer compaixão para com a “humanidade”; e o ateísmo místico de Arthur Schopenhauer.

Medo e ousadia – O cotidiano do professor, do Paulo Freire e Ira Shor

O que é ensino libertador? Como os professores se transformam em educadores libertadores? Como começam a transformar os estudantes? De que modo a educação se relaciona com a transformação política? Podemos aplicar nos países desenvolvido uma pedagogia de países em desenvolvimento? Muitas e complexas são as questões aqui tratadas pelos professores Paulo Freire e Ira Shor e que tornam Medo e ousadia: O cotidiano do professor (Paz & Terra, 320 págs, R$ 47,90) uma obra indispensável para a elucidação dos problemas práticos e teóricos colocados pela pedagogia dialógica. Os dois mestres apresentam aqui suas opiniões sobre o sistema de educação tradicional, explicam como se transformaram em educadores libertários, quais são as diferenças entre uma educação do laissez-faire e uma verdadeiramente democrática e de que forma os professores devem enfrentar os medos e obstáculos que dificultam a prática de ensino humanizada e inserida no contexto social do educando.